domingo, 26 de julho de 2009

CONTINUAÇÃO

...

No Brasil, Gilberto Velho (Sociologia da arte, 1971) levanta a “hipótese de que o romance é, entre todas as formas literárias, a que esta mais imediata e diretamente ligada às estruturas econômicas, às de troca e de produção para o mercado.”

Tanto o romance (ficcional) como a História ao mesmo tempo o modo narrativo de se expressar. Entretanto, existe uma contraposição de:

narrativa versus teoria e

literatura versus pensamento científico

ou seja,

narrativa – Romance (Literatura) - ficção ( imaginação )

X

teoria – pensamento científico(História) - historiografia ( realidade )

O historiador tem como objeto de estudo, a realidade passada e, como discurso escrito desse objeto ( realidade ), a historiografia. Sendo que o objeto – realidade passada (o que é dito - conteúdo) se relaciona com o Discurso – historiografia (como é dito - forma), de forma a sofrerem influências diretas e indiretas, da teoria literária; indiretamente, pois quaisquer das formas de “linguagem – fala, escrita, discurso ou textualidade” – permitem intuições que classificam o discurso histórico, seus fundamentos lógicos explicativos e a relação entre interpretação e explanação dele. Diretamente porque a moderna teoria literária “possui concepções que permitem discriminar a relação entre forma e conteúdo, que torna possível reconhecer tanto no discurso realista, quanto no ficcional, que a linguagem tanto é forma quanto conteúdo. A partir desse pré-suposto, a crítica historiográfica é capaz de perceber que a historiografia ‘constrói’ seu assunto.” . Do relatório White. NÃO É HITE ! Apesar deste texto estar se tornando uma masturbação mental.

Teremos, então, uma regra de três, onde a historiografia está para a forma assim como a prosa historiográfica e a prosa ficcional estão para o conteúdo:

Historiografia – forma

Real (prosa historiográfica) e fictício (romances)– conteúdo,

tornando a História e a Literatura um único “x” da questão:

Para Historiadores a literatura é, enfim, testemunho histórico.”

Hayden White

Nenhum comentário:

Postar um comentário